Uma de cada vez
Duas semanas não seriam suficientes para aprender bem uma matéria, mesmo se a pessoa puder estudar 8 horas por dia. Seriam necessários três meses para estudar seis matérias (considerando um concurso de média complexidade). Ao final desse tempo, o que foi estudado no início – e não foi mais visto – poderia ser perdido. 

Todas simultaneamente
Ao pensar em um concurso com vinte matérias, e a realidade dos candidatos que dispõem de três horas diárias em média para o estudo, pouco tempo poderia ser dedicado a cada conteúdo, em uma programação que incluísse todas as disciplinas, de forma paralela.

Repetição para memorizar
O ideal é revisitar cada matéria no máximo a cada duas semanas. Tudo o que está sendo estudado precisa caber no planejamento da quinzena, sob o risco de ser esquecido rapidamente.

Inicie pelo básico
Algumas disciplinas compõem o núcleo básico de cada área de concurso – são as que caem em todos os concursos daquele tipo. Descubra quais são e comece por essas. Para concursos de nível médio, por exemplo, português, matemática/raciocínio lógico, informática, direito constitucional e direito administrativo são as mais comuns, com algumas variações. Além disso, algumas disciplinas, para serem bem compreendidas, precisam do conteúdo de outras, o que confirma o acerto de iniciar o estudo pelo grupo elementar, que servirá de apoio para as mais complexas.

Mudança de fase
Ao se aproximar do fim de uma matéria, ela deve passar para a etapa de manutenção (revisão/fichas-resumo/provas anteriores), e pode ter o tempo de estudo reduzido, para que possam ser incluídas novas disciplinas no planejamento. Isso vai acontecer em momentos diferentes para cada matéria, de modo que haverá matérias ainda na fase da teoria/exercícios e outras já em manutenção.

Ampliação do básico
Aos poucos, você inclui novas disciplinas, até abranger todo o conteúdo que costuma ser cobrado na área de concursos escolhida. Desta forma, quando for publicado um novo edital, você já terá adiantado parte significativa do estudo. A distribuição pode ser semanal ou, quando forem muitas disciplinas, pode ser organizado um plano quinzenal, que inclua todas as disciplinas que fazem parte do pacote.

Ajustes após edital
Quando sair o edital, é hora de checar item a item do conteúdo programático indicado e ajustar sua programação. Pode haver pontos novos, que precisarão ser incluídos, outros talvez não sejam necessários e, principalmente, o que é específico daquele cargo, naquele órgão, deve ser estudado. É o caso de legislações específicas, por exemplo. Mas, se você adotou a estratégia que sugerimos, deve faltar pouca coisa. Nos dois meses (aproximadamente) até a prova, você vai revisar tudo e priorizar o que for novo no programa. Estará certamente muito à frente de quem estudou de forma aleatória ou somente depois do edital.

Não esqueca: 
1) O cérebro funciona melhor na diversidade, na alternância de conteúdos. Estudando várias matérias, você pode se organizar para estudar matérias de exatas (matemática, estatística) alternadas com as de linguística (português, direitos) e, assim, obter o melhor rendimento. Isso evita a saturação que reduz significativamente a possibilidade de apreensão de novas informações.

2) Se sair um bom edital enquanto você ainda está se preparando – que é o mais provável de acontecer -, ainda assim será mais produtivo ter estudado parte das disciplinas mais importantes do que ter concluído o estudo de apenas uma ou duas matérias. Claro, porque os editais cobram pontuação mínima por disciplina ou por grupo de disciplinas. Assim, não adianta gabaritar algumas matérias e não fazer o mínimo em outras.

Com informações do G1